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_II Fórum Internacional: Novas Abordagens em saúde mental

_II Fórum Internacional: Novas Abordagens em saúde mental

**JUSTIFICATIVA E OBJETIVO O II Fórum Internacional: Novas Abordagens em saúde mental em Salvador têm por objetivo promover um espaço de debates e trocas de experiências entre pessoas e organizações que vêm construindo práticas sucedidas para no desenvolvimento da qualidade nos serviços de saúde mental, de base comunitária e de inserção social para e implementação de estratégias de desinstitucionalização possibilitando melhora na vida das pessoas em sofrimento psíquico. A idealização desse Fórum advém de articulações entre profissionais de saúde, docentes, da International Mental Health Collaboration Network (IMHCN), do Centro Educacional Novas Abordagens Terapêuticas(CENAT), dos usuários do serviço e seus familiares. Os objetivos do evento contemplam: Construir parcerias de sucesso entre os usuários dos serviços, suas famílias e comunidades; Implementar estratégias de desinstitucionalização que foquem em Recovery e inserção social; Criar oportunidades interação acadêmica por meio da discussão e reflexão de estratégias para o avanço no cuidado em saúde mental, incluindo examinar o uso de medicamento; Sensibilizar profissionais e trabalhadores da saúde sobre a importância de construir novas estratégias em saúde mental, juntamente com os usuários dos serviços e seus familiares; Disseminar e discutir experiências de sucesso ocorrentes no Brasil e no resto do mundo no campo da saúde mental. Introduzir abordagem dos CPR. PRINCIPAIS TÓPICOS QUE SERÃO DESENVOLVIDOS CPR Emocional: (eCPR), Estados Unidos, um programa desenvolvido para ensinar pessoas a ajudarem outras durante crises emocionais em três passos simples: C = Conectar P = Empoderar R = Revitalizar. O que é CPR emocional: CPR é um programa educacional projetado para permitir que qualquer indivíduo possa ajudar pessoas que estão passando por uma crise emocional, de acordo com três passos simples: C = Conexão e P = Capacitar R = revitalizar. O CPR envolve aprofundar a capacidade de ouvir. A da fase do empoderar ajuda a pessoa entender mais ela mesmo e ajuda a se sentir mais esperançoso e comprometido com vida. Em fase de Revitalizar as pessoas se envolvem em relacionamentos novamente com entes queridos. Isso reforça sensação de domínio da pessoa e realização, revigorante ainda mais o processo de recovery. O CPR é baseado em princípios compartilhados por várias abordagens de apoio emocional. Crise como uma experiência universal: A crise emocional é uma experiência universal. Pode acontecer a qualquer um, a qualquer momento. Quando estamos expostos a uma situação extraordinária. Nós desenvolvemos maneiras surpreendentes e criativas para nos proteger. Para os espectadores, estes mecanismos de proteção podem parecer estranho, mesmo "louco". Para nós, ele faz sentido. Usando ECPR pode melhor compreender e superar o medo de comportamentos aparentemente estranhos causados por uma crise emocional. Através da abordagem CPR a pessoa aprende a formar conexões através do apoio emocional que capacita a sentir revitalizado e para que possa retomar rapidamente, papéis importantes em suas comunidades. Os benefícios das abordagens comunitárias na saúde mental: Grupo de ouvidores vozes A fim de difundir o trabalho realizado com pessoas que ouvem vozes, seus familiares e profissionais de saúde mental, no sentido de que essas pessoas possam lidar melhor e aceitar as vozes como uma experiência que pode ser vivida de forma não patológica. No campo da saúde, a experiência de ouvir vozes é tradicionalmente considerada como um sintoma da esquizofrenia, que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, é um transtorno mental grave que afeta mais de 21 milhões de pessoas no mundo inteiro. Contudo, o trabalho desenvolvido pela Intervoice constitui-se como uma alternativa ao saber psiquiátrico acerca da alucinação auditiva verbal, na medida em que a audição de vozes não é tomada como a expressão de um processo de adoecimento. As pesquisas realizadas pela Intervoice mostram que ouvir vozes é uma experiência totalmente independente do diagnóstico de esquizofrenia e deve ser compreendida dentro da vasta gama das experiências subjetivas humanas. Neste sentido, a Intervoice defende que o problema não está em ouvir vozes, mas na dificuldade de algumas pessoas tem em lidar com essa experiência. Vozes que Curam, Orgulho Louco e Comunidade Recuperada (Oryx Cohen): “Orgulho Louco é um movimento de massa dos usuários dos serviços de saúde mental nos Estados Unidos, reunindo ex-usuários e seus aliados. Os ativistas do Orgulho Louco buscam questionar termos tais como “louco”, “doidão”, “pirado” pelo seu mau uso. O Orgulho Louco visa educar o público em geral sobre questões como as causas dos ‘transtornos mentais’, as experiências daqueles que usam o sistema de saúde mental e a pandemia de suicídio.” Mais informações sobre o movimento: http://bit.ly/2GvkD1r Experiência GAM (Gestão Autônoma Medicação): A Gestão Autônoma da Medicação (GAM) é uma estratégia que busca aumentar o poder de negociação dos usuários atendidos nos serviços da rede de saúde mental em relação à tomada de decisão nos tratamentos que lhe são propostos, de forma a ampliar o diálogo usuário-equipe de saúde e demais atores envolvidos. Ela tem como princípios a cogestão e a autonomia, sendo um processo de aprendizado sobre o uso de medicamentos psiquiátricos e de seus efeitos em todos os aspectos da vida do usuário. A GAM é sobretudo uma abordagem para o reconhecimento ético do ponto de vista singular do usuário e de seus direitos enquanto cidadão. Somente Divulgação Estratégias para o modelo psicossocial A política de saúde mental tem demandado um perfil de competências e habilidades dos profissionais de saúde mental para que possam lidar com um cuidado junto as pessoas em sofrimento psíquico grave de forma efetiva e promotora de inserção social. Neste sentido, estratégias terapêuticas na clínica se fazem necessário, como a prática na realização dos atores de cuidado institucional, do sujeito e dos membros da família circunstancial. Além desses, outros aspectos são importantes para o reconhecimento do sujeito, sua reinserção no território, por meio de um cotidiano funcional e de saúde. Algumas estratégias podem ser de grande valia nos serviços como: (1) Mapa institucional, o Ecomapa e o Mapa de rede, caracterizando uma ótica de intervenção pela clínica da rede; e (2) a Classificação Internacional de Funcionalidade e Saúde (CIF), proposto pela OMS (2003) para sistematizar como classificador na clínica e como perfil epidemiológico na pesquisa componentes relacionados aos aspectos funcionais e de qualidade de vida aos moldes do modelo psicossocial. Portanto, promover aprendizagens aos profissionais e estudantes que atuam na área de saúde mental nas diferentes políticas públicas configuram uma estratégia para estimular um perfil que respondam as reais necessidades dos sujeitos em sofrimento psíquico no serviço, suas demandas pelo foco na comunidade. COMISSÃO ORGANIZADORA E APOIOS CENAT IMHNC (International Mental Health Collaboration Network) PERFIL DO PÚBLICO ALVO Trabalhadores e estudantes da área da saúde e saúde mental; usuários de serviços de saúde mental e seus familiares; pessoas que escutam vozes. PALESTRANTES Palestrante: Oryx Cohen (Estados Unidos) Currículo: Líder no movimento internacional dos Usuários. Atualmente, é Diretor do Centro de Assistência Técnica do Centro Nacional de Empoderamento. Oryx é co-fundador, com Will Hall, do The Freedom Center, um grupo de capacitação e advocacia. Cohen é Coprodutor do premiado documentário “Healing Voices.” Trabalha com abordagem CRP. Palestrante: Prof Deivisson Vianna Dantas (UFPR/Curitiba) Currículo: Médico, Psiquiatra, Mestre e Doutor em Saúde Coletiva pela (UNICAMP). Atualmente é Docente Adjunto do Departamento de Saúde Comunitária da (UFPR) e coordena a linha de cuidado em saúde mental da Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba (FEAES). Possui MBA em Gestão em Saúde pela (FGV). Trabalhou na supervisão, gestão e preceptoria de residentes em psiquiatria em diversos equipamentos de saúde de Curitiba-PR e Campinas-SP e já ocupou o cargo de coordenador de saúde mental neste último município. Palestrante: Profa Sabrina Stefanello (UFPR/Curitiba) Currículo: Médica Psiquiatra, Mestre e Doutora na UNICAMP. Pós-doutorado em Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP e Pós-doutorado no Departamento de Artes e Ciências Sociais da Universidade de Montreal (Quebéc-Canadá). Tem experiência em pesquisa, reabilitação e inclusão social de egressos de hospitais psiquiátricos, em prevenção do suicídio e ensino de psiquiatria. Atua como professora da UFPR e supervisora de residentes de Psiquiatria na rede de saúde de Curitiba. Mais Palestrantes a serem confirmados

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